terça-feira, 22 de maio de 2007

Quem tem medo da Tabela Price?

Muito se lê que a Tabela Price é a vilã de todos os Contratos.

Não é.

Tanto a Tabela Price como todos os demais Sistemas de Amortizações, são meras fórmulas de atalhos, para simplificar um cálculo.

Apenas vai depender dos dados inseridos nelas, para se obter esta ou aquela resposta: se para responder com juros simples, se para responder com juros capitalizados anuais, se para responder com juros capitalizados mensais, etc.

Observe que, se no campo dos juros incluimos uma taxa mensal sem o devido preparo, esta taxa pode e vai ao espaço, descaracterizando o índice pactuado, produzindo prestações altas, amortizações pequenas e saldos devedores enormes.

Assim, independente do Sistema de Amortização ( Price, Sacre, Sam, etc.) pode-se obter o resultado que se quiser:

Por exemplo, pela própria Tabela Price ( na verdade SFA - Sistema Francês de Amortização ), após um tipo digressão da taxa contratada, podemos ter como resultado, uma prestação e uma evolução do financiamento, por juros simples.

Já por outro tipo de digressão da taxa contratada, a Tabela Price nos dará como resultado, uma evolução com juros capitalizados anuais, e assim por diante...

Logo, qualquer Sistema ( inclusive a Price ) pode e vai nos responder exatamente aquilo que queremos quando nela colocamos os dados que queremos.

Portanto, a Tabela Price não tem a autonomia proclamada de causar danos: quem causa é o seu operador.

E aí? Quem tem medo da Tabela Price ?

Um comentário:

Anônimo disse...

Ilustre Perito, este quem lhe escreve percorre o caminho incial de todo profissional que almeja o conhecimento discutido neste breve comentário que postou. Já estudei e escutei diversas opiniões sobre a Tabela Price, mas o seu argumento de que não há em sí, notoriamente, a razão direta da aplicabilidade do raciocínio de juros composto e sim, a má aplicabilidade e manipulação da sua função, me intrigou e despertou uma grande curiosidade. Gostaria de ter acesso a algum material produzido por terceiros ou pelo senhor que dissertasse um pouco mais sobre esta ótica, para que eu pudesse saciar um pouco mais tantos questionamentos que fomento em minhas análises. Se o senhor puder me ajudar, ficarei muito grato. Att., Marcellus (marcellus@previsaocontabil.cnt.br)